Relatório anual 2025

Confira nosso relatório de atividades

Mecanismo indígena Vítuke

Recursos diretos para os indígenas de todos os biomas brasileiros.

Floresta Viva

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FINACLIMA-SP

Mecanismo que viabiliza aportes de recursos privados, para ampliar e qualificar o financiamento climático no território paulista

AMAZÔNIA VIVA

Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

Fundo Kayapó

Mecanismo indígena que tem como missão apoiar o povo indígena Mebêngôkre-Kayapó

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta

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Postado dia 1 junho 2026

Tecnologia é aliada no combate a focos de incêndios em Unidades de Conservação com apoio do Programa COPAÍBAS

Torres de monitoramento em tempo real e aplicativos estão ampliando a capacidade de identificar focos de incêndio em Unidades de Conservação (UCs) apoiadas pelo Programa COPAÍBAS no Cerrado. Com esses recursos, brigadas conseguem detectar sinais de fumaça e variações de temperatura com mais precisão e agilidade, reduzindo o tempo de resposta e os impactos do fogo sobre a vegetação. As ações buscam prevenir a ocorrência e reduzir os impactos de incêndios em um dos biomas mais afetados pelo fogo. “O COPAÍBAS apoia atividades de planejamento, capacitação e implementação de ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF), inclusive por meio de uma chamada iniciada em 2025, que destinou R$5 milhões a projetos em Unidades de Conservação e seus entornos. Desde 2022, o programa também investe na aquisição de equipamentos e EPIs para as UCs”, diz Paula Ceotto, gerente do Programa COPAÍBAS. Uma dessas iniciativas é a torre de monitoramento de focos de incêndio instalada na primeira semana de maio no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. O equipamento utiliza câmeras de alta resolução e algoritmos para detectar fumaça em tempo real. Diferente de sistemas baseados em satélite, que podem ter atraso na detecção, a torre permite identificar focos quase em tempo real. “O sistema identifica sinais iniciais de incêndio e envia alertas imediatos às equipes que realizam o monitoramento”, explica Guilherme Dalponti, consultor ambiental da Fundação Neotrópica do Brasil, organização que auxilia na gestão do parque e foi responsável pela instalação do equipamento. A estrutura encontra-se atualmente em fase de testes, aguardando ajustes para estabelecer a comunicação definitiva com a sala de situação do parque. A torre integra o projeto Manejo Integrado do Fogo no Parque Nacional da Serra da Bodoquena e entorno e soma-se a outras três que já haviam sido instaladas na região vizinha ao parque, por outras instituições. Ela foi posicionada num ponto da UC que permite o monitoramento de áreas em que normalmente ocorrem queimadas. “A torre amplia a cobertura do monitoramento em uma área estratégica do parque e seu entorno, com isso temos 90% da área monitorada”, explica Dalponti, detalhando que o parque tem 76.000 hectares, área equivalente a 106 mil campos de futebol. Além do monitoramento, o projeto também inclui a formação de brigadas comunitárias, a capacitação para uso de equipamentos e ações de educação ambiental. Aplicativo conecta brigadas comunitárias Outra iniciativa é o desenvolvimento de um aplicativo para brigadas comunitárias. Desenvolvido a partir de 2021, o aplicativo Caminho do Fogo, passou a contar com o apoio do Programa COPAÍBAS no início deste ano. O aplicativo reúne dados sobre ocorrências e o território, apoiando o monitoramento e a atuação em campo. “Esses dados apoiam o monitoramento, o planejamento das ações, a comunicação entre equipes, o combate, a prevenção e a produção de relatórios de ocorrência, fortalecendo a tomada de decisão em campo”, explica Ivan Anjo Diniz, coordenador e brigadista da Rede Contra Fogo. A ferramenta melhora a comunicação entre equipes e o registro das ações realizadas, também em modo offline. Diniz destaca que uma das melhorias que o aplicativo trouxe na rotina das brigadas foi a possibilidade de ter uma comunicação direta e ágil, facilitando na montagem dos grupos para o combate em focos de incêndio. “A ferramenta também registra todo o trajeto feito, melhorando o retorno à base, especialmente em locais desconhecidos”, complementa. Atualmente, além de ser usado pelas brigadas da Rede, o aplicativo também é testado por equipes em Alter do Chão, no Pará, Parque Nacional das Emas, em Goiás, entre outras. Em 2026, a ideia é amadurecer o aplicativo, integrando novas funcionalidades e fazendo correções para que a primeira versão oficial seja lançada em julho. A versão de teste, entretanto, já está disponível para download na Play Store e o uso é totalmente gratuito. O sistema integra diferentes bases de monitoramento, reunindo informações em um único ambiente. Isso permite reunir informações geográficas, registros operacionais e monitoramento por satélite em um só ambiente, além de contribuir para a visualização dos dados em sistemas oficiais”, conta Ivan, acrescentando, entre os aplicativos semelhantes já disponíveis, o Caminho do Fogo tem o diferencial de não ser apenas um sistema de alerta. O Programa COPAÍBAS – Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos Biomas Amazônia e Cerrado – tem o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) como gestor técnico e financeiro e a Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas (NICFI) como financiadora.

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Postado dia 1 junho 2026

Andréia Mello faz balanço da iniciativa Diálogos pelo Clima, do Programa COPAÍBAS

A iniciativa Diálogos pelo Clima (DPC), do Programa COPAÍBAS, chega a 2026 com o saldo de seis livros editados e mais quatro em planejamento. As publicações são resultado das ideias e conceitos debatidos nas dezenas de encontros promovidos entre profissionais do sistema de Justiça brasileiro e representantes da sociedade civil que atuam em temas relacionados às mudanças climáticas e ao combate ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado. A especialista em biodiversidade do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e líder da iniciativa, Andréia Mello, avalia como positivo os quatro anos de projeto. Qual balanço você faz sobre essa iniciativa? Fechamos 2025 com todos os nossos objetivos alcançados. Até agora conseguimos editar seis livros com parceiros sempre dispostos a compartilhar o conhecimento, que acreditam no processo de mudança social e ambiental. Foi um grande sucesso em termos de articulação, estruturação e divulgação do que nós queríamos trazer, que são novas vozes sobre o tema ambiental. Tivemos muita adesão e muito envolvimento, o que colaborou para que conseguíssemos fazer uma metodologia que os parceiros reconhecessem como ágil e eficiente. Com um objetivo, início, meio e fim, e um produto, que é a publicação. E esta publicação dá voz a um grupo que geralmente só conversa no seu próprio meio, que é o meio jurídico. Tenho sido procurada para fazer novas parcerias, o que me deixa muito feliz. O que a gente conseguiu com esse trabalho foi de fato trazer novos nomes e inclusive com algumas homenagens. O terceiro livro que publicamos, por exemplo, é sobre comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas. Então, temos vozes quilombolas e indígenas no livro. Também houve homenagem às mulheres, num livro muito interessante, que trouxe a perspectiva feminina sobre o debate climático. Quais são as principais conquistas? A principal conquista foi a confiança estabelecida com os parceiros. Por mais que eles tivessem muito conhecimento técnico sobre o tema, eles se propuseram a ouvir, a entender, a trocar, para apresentar as escritas, trazendo abertura para reflexão. Eles reconheceram a seriedade e o compromisso da equipe do COPAÍBAS e viram a eficiência da estrutura que foi mobilizada para garantir que essa iniciativa acontecesse. Como foi o processo de produção dos seis livros lançados pelo Diálogos pelo Clima? Cada parceiro trouxe um desafio diferente. No primeiro livro, que foi com integrantes do Fórum de Procuradores da Amazônia Legal (FOPEMA), a equipe do COPAÍBAS os apoiou na transcrição e estruturação do material a partir de reuniões presenciais realizadas, construindo artigos revistos pelos Procuradores de Estado, com base nas ideias deles. O resultado foi ótimo. Outros parceiros tiveram maior possibilidade de se dedicar à escrita, sob nossa orientação e estruturada com base nas discussões em grupo. Sempre tivemos o cuidado com a linguagem, para que fosse acessível. Não interferimos nos textos, mas quando havia alguma palavra, expressão ou conceito que podia ser difícil de entender, colocamos nota explicativa, por exemplo. Foi uma relação de muita confiança, de cuidado com os textos dos parceiros. E como foi a aceitação dos livros? Tivemos uma grande aceitação, com várias bibliotecas, de Brasília, de Belo Horizonte, por exemplo, escrevendo para o FUNBIO, pedindo os livros. Com isso, reimprimimos vários deles, o que é um indicativo de sucesso e ficamos orgulhosos com isso. A ideia inicial nem era que tivéssemos uma publicação física, mas sabemos que muita gente ainda prefere a leitura em papel. O que podemos esperar do DPC em 2026? Nosso desafio para 2026 é formalizar duas novas parcerias, sendo uma com a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) e outra com o Ministério Público de Minas Gerais. Faremos os encontros no segundo semestre de 2026 e as publicações estão previstas para 2027. Com o MP de Minas Gerais, vamos ter três encontros presenciais, um dos quais com atividades em campo para conhecimento de realidades locais, e a produção de um livro como atividade final. Com a ABRAMPA, vimos que seria mais interessante e viável mudar o formato. Vamos começar com o vivencial, para as pessoas conhecerem nosso trabalho, e depois vamos fazer dois a três encontros online para fecharmos a pauta. Temos a meta de, com estas novas parcerias, chegarmos ao total de dez livros. O Programa COPAÍBAS – Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos Biomas Amazônia e Cerrado – tem o FUNBIO como gestor técnico e financeiro e a Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas (NICFI) como financiadora.

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Postado dia 1 junho 2026

Mulher é eleita coordenadora-geral da Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado pela primeira vez

Após 18 anos, a Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado (MOPIC) elegeu, pela primeira vez, uma mulher para sua coordenação-geral, em um momento de pressão sobre o bioma. Arlete Krikati, Pe’cyr em na língua Timbira, tem 57 anos e é moradora da aldeia São José, a maior da Terra Indígena Krikati, no cerrado maranhense. A eleição foi realizada na Assembleia da MOPIC, que reuniu mais de 120 indígenas de 33 povos, em Brasília, em março de 2026. Arlete atua há quase quatro décadas no movimento indígena, com a participação em mobilizações pela defesa territorial e organização de povos do Cerrado. "Um dos objetivos do COPAÍBAS é apoiar e fortalecer o protagonismo dos povos indígenas em processos voltados à redução do desmatamento. Além disso, o programa valorizar a representatividade das mulheres indígenas em processos de tomada de decisão e ações voltadas para a gestão territorial e ambiental", explica Joyce Costa Barbosa, analista de Projetos do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A nova coordenadora assume em um contexto de desafios crescentes. “Comecei a trabalhar com os movimentos indígenas aos 19 anos. Desde então, aprendi a falar português e a entender o que acontecia com nosso povo. Espero receber apoio para continuar lutando pela conservação do Cerrado”, diz Arlete, que terá como vice Dilson Guarani Kaiowá. A assembleia foi conduzida pela MOPIC em parceria com o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), com a contribuição do projeto “Cerrado em Pé: fortalecimento da gestão territorial e ambiental de terras indígenas e suas organizações”, que tem apoio do Programa COPAÍBAS. O projeto atua para fortalecer a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental (PNGATI) em terras indígenas do Cerrado, junto aos povos Terena, Apinayé, Canela-Apanjekrá, Canela – Memortumré, Xavante, Xacriabá e Guarani Kaiowá e suas organizações representativas, impactando cerca de 25 mil indígenas, com as mulheres ocupando mais da metade deste grupo e ampliando sua participação políticas nos territórios. Liana Onça, coordenadora do Projeto Cerrado em Pé integrante do CTI, acredita que a eleição de uma mulher indígena trará ainda mais força ao movimento político. Criado em 2004, o MOPIC nasceu com o objetivo de articular a defesa dos direitos dos povos originários e a preservação do bioma Cerrado. “É muito significativa e impactante esta conquista de espaço das mulheres indígenas na articulação política nacional. Além disso, nas coordenações regionais, a maioria é formada por mulheres. A Arlete é Krikati, um dos povos Timbira. Os Timbira, juntamente com o povo Xavante foram fundadores da MOPIC”, explica Liana Onça. Segundo Liana, o encontro marcou a retomada da articulação política após quase duas décadas sem assembleias. Entre os planos para o futuro, diz Arlete Krikati, a nova coordenação do MOPIC planeja percorrer aldeias do Cerrado para fazer um levantamento dos problemas e ouvir as lideranças. O Programa COPAÍBAS – Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos Biomas Amazônia e Cerrado – tem o FUNBIO como gestor técnico e financeiro e a Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas (NICFI) como financiadora.

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