Floresta Viva
Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras
FINACLIMA-SP
Mecanismo que viabiliza aportes de recursos privados, para ampliar e qualificar o financiamento climático no território paulista
AMAZÔNIA VIVA
Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

Países doadores comprometem-se com US$ 3,9 bilhões ao Fundo Global para o Meio Ambiente em apoio a uma ambiciosa nona reposição de recursos
No Brasil, FUNBIO é uma das agências responsáveis pela gestão e execução de recursos que financiam algumas das maiores iniciativas ambientais do mundo. Países doadores comprometerem-se com um montante inicial de USD 3,9 bilhões (R$ 19,9 bilhões) ao Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) em seu nono ciclo de reposição de recursos, em uma demonstração contundente de compromisso com o cumprimento das metas ambientais internacionais por meio da cooperação multilateral. O financiamento permitirá ao GEF ampliar investimentos em desenvolvimento positivo para a natureza, ajudando países em desenvolvimento a enfrentar suas prioridades mais urgentes e gerar benefícios ambientais globais que favorecem tanto as pessoas quanto os ecossistemas. Espera-se que novos compromissos sejam anunciados em apoio a um pacote robusto e ambicioso de financiamento de quatro anos durante a reunião do Conselho do GEF no final de maio, quando o pacote final de reposição será aprovado. “Essa reposição envia uma mensagem clara: o mundo não está desistindo da natureza, mesmo em um contexto de prioridades concorrentes. Nossos países doadores responderam ao desafio e assumiram compromissos ousados em direção a um futuro mais positivo para o planeta. Os próximos quatro anos do ciclo GEF-9 refletirão esse impulso de alta ambição para alcançar as metas ambientais de 2030”, afirmou Claude Gascon, CEO interino e presidente do GEF. “Gostaria especialmente de agradecer aos nossos doadores por apoiarem os acordos ambientais multilaterais como importantes instrumentos de cooperação internacional no que diz respeito à saúde do planeta, e por seu investimento ambicioso no GEF como uma organização que desempenha um papel único ao reunir países e apoiar resultados duradouros”, acrescentou Gascon. O ciclo de investimentos GEF-9 cobrirá o período de julho de 2026 a junho de 2030. O GEF atua como mecanismo financeiro de seis convenções ambientais internacionais: Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Convenção de Minamata sobre Mercúrio e o Acordo sobre Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (Acordo BBNJ). “A Alemanha tem orgulho de continuar seu forte apoio ao GEF. Estamos convencidos de que precisamos mais do que nunca da cooperação multilateral para proteger nosso planeta para as futuras gerações. A ação ambiental e o desenvolvimento sustentável devem caminhar juntos. No GEF-9, vemos as prioridades da Alemanha muito bem refletidas: financiamento inovador para a natureza e as pessoas, melhor cooperação com o setor privado e recursos estáveis para os países mais vulneráveis”, afirmou Niels Annen, secretário de Estado do Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha. “Como Alemanha, temos orgulho de fazer nossa parte e garantir que o GEF tenha os recursos essenciais necessários para implementar essas prioridades até 2030 — em um esforço conjunto com outros países contribuintes do Norte e do Sul Global. Juntos, estamos investindo no meio ambiente global e em um mundo justo e sustentável para todos”, acrescentou Annen. A reposição ocorre em um momento crucial. Avaliações globais mostram declínios rápidos e alarmantes na biodiversidade e nos ecossistemas, com o planeta se aproximando de pontos críticos de ruptura. Os novos recursos apoiarão países em desenvolvimento — os mais vulneráveis à degradação ambiental — na integração do valor da natureza em seus planos nacionais de desenvolvimento, orçamentos e economias, além de mobilizar financiamento privado para reduzir a persistente lacuna de financiamento ambiental. “O anúncio do GEF, o Fundo Global para o Meio Ambiente, de USD 3,9 bilhões para projetos ambientais nos próximos quatro anos é uma excelente notícia para todos os que dedicam suas vidas à conservação e ao desenvolvimento sustentável. Recursos do GEF apoiam algumas das maiores e mais bem-sucedidas iniciativas ambientais no planeta, entre elas o ARPA. O Programa Áreas Protegidas da Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente, com gestão do FUNBIO, tem o GEF como um dos doadores, e hoje protege uma área equivalente a duas vezes à do estado de São Paulo. Felicitamos o GEF e os países doadores por essa valiosa mobilização e comprometimento”, diz Rosa Lemos de Sá, secretária-geral do FUNBIO. Quatro prioridades principais definirão a ambição e a abordagem do GEF nos próximos quatro anos: Integração e Programas Integrados:Os programas integrados do GEF-9 apoiarão países na transformação de cinco sistemas-chave — natureza, alimentação, urbano, energia e saúde — de modelos que promovem a degradação para alternativas que protegem o planeta e apoiam o bem-estar humano, integrando o valor da natureza nos sistemas de produção e consumo. Financiamento Combinado (BlendedFinance): O GEF-9 contará com um programa global ampliado de financiamento combinado e buscará incorporar esse modelo em todo o fundo fiduciário do GEF, com a ambiciosa meta de destinar 25% de seus recursos à mobilização de capital privado. Abordagens de Governo Integral e Sociedade Integral:O GEF-9 promoverá uma governança positiva para a natureza, incentivando a transição de políticas com impacto negativo para um modelo que beneficie a natureza, ao mesmo tempo em que engaja organizações da sociedade civil, setor privado, jovens e mulheres como parceiros na implementação das iniciativas. Financiamento robusto paraPMDs e PEIDs e aumento significativo do apoio a povos indígenas e comunidades locais: O GEF-9 tem como meta destinar 35% de seus recursos aos Países Menos Desenvolvidos (PMDs) e aos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEIDs), além de 20% para apoiar povos indígenas e comunidades locais. “As crises ambientais que enfrentamos estão se acelerando. O GEF-9 é um voto de confiança em uma instituição que tem consistentemente apresentado resultados em larga escala. Essa reposição aumentará o foco do GEF em impacto, promoverá maior eficiência e mobilizará financiamento privado junto ao investimento público. Também fortalecerá o apoio a PEIDs e PMDs e reconhecerá a importância de apoiar povos indígenas e comunidades locais. Em um mundo onde cada dólar precisa fazer diferença, o GEF continua demonstrando que vale o investimento”, afirmou Richard Bontjer, copresidente do Conselho do GEF. “A Espanha expressa seu apoio ao resultado das negociações sobre a nona reposição do GEF. Nosso objetivo é manter a consistência com o papel que a Espanha historicamente desempenha nas questões ambientais internacionais e cumprir o compromisso do país com um multilateralismo eficaz”, afirmou Inés Carpio San Román, diretora-geral de Finanças Internacionais do Ministério da Economia, Comércio e Empresa da Espanha. “O México acolhe a visão ambiciosa do GEF-9 e reafirma seu compromisso em apoiar soluções impactantes lideradas pelos países que enfrentam desafios ambientais globais e protegem a natureza e as pessoas”, afirmou o Ministério das Finanças do México. “A Rede de Organizações da Sociedade Civil do GEF acolhe a reposição do GEF-9 e seu compromisso com o fortalecimento de uma abordagem de toda a sociedade. Valorizamos especialmente a meta de destinar 20% dos recursos para apoiar povos indígenas e comunidades locais, juntamente com a ampliação do engajamento com a sociedade civil, mulheres e jovens”, afirmou Faizal Parish, presidente da rede. “O GEF está fortalecendo a confiança e parcerias significativas com povos indígenas e comunidades locais, aprimorando a forma como o financiamento é estruturado e entregue, de modo que esses grupos sejam colocados no centro da tomada de decisão”, afirmou Aliou Mustafa, do Grupo Consultivo de Povos Indígenas do GEF. A 71ª reunião do Conselho do GEF será realizada em Samarcanda, Uzbequistão, de 31 de maio a 3 de junho de 2026. O encontro ocorrerá antes da oitava Assembleia do GEF, quando os compromissos individuais dos países serão anunciados publicamente. Agência GEF: O Global Environment Facility (GEF), em português Fundo Global para o Meio Ambiente, é um dos maiores financiadores de projetos ambientais no mundo. A iniciativa de cooperação internacional reúne hoje 183 países e trabalha com instituições internacionais, organizações da sociedade civil e o setor privado. O GEF foi estabelecido em 1991 como um programa piloto de USD 1 bilhão do Banco Mundial para apoiar a proteção do meio ambiente global e promover o desenvolvimento sustentável. Desde o seu início, já destinou mais de USD 26 bilhões para mais de 1.700 projetos em 149 países, incluindo o Brasil. Desde 2015, o FUNBIO é a agência GEF no país, e a primeira agência nacional na América Latina, responsável pela gestão financeira de inúmeras iniciativas, e parceiro executor de outras – entre elas o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).
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Caatinga ganha cinco novas Unidades de Conservação com o apoio do GEF Terrestre
O ano de 2026 começou com boas notícias para a conservação da Caatinga no Ceará: cinco novas áreas de proteção ambiental foram criadas no norte e noroeste do estado com o apoio decisivo do GEF Terrestre. Elas somam cerca de 79 mil hectares e ajudarão a resguardar as riquezas da flora e da fauna deste bioma. Foram criadas a Área de Proteção Ambiental (APA) Serras de Irauçuba, em Irauçuba; o Monumento Natural Furna dos Ossos, em Tejuçuoca; a APA Serras da Caatinga, em Canindé, Itatira e Santa Quitéria; a Área de Relevante Interesse Ecológico Pontal da Serra da Ibiapaba, em Graça, Pacujá e Reriutaba; e o Refúgio de Vida Silvestre Picos da Caatinga, em Canindé e Itatira. “O apoio do GEF Terrestre nos trouxe ganhos muito significativos”, celebra Andrea Moreira, técnica da Coordenadoria de Biodiversidade da SEMA/CE. “Conseguimos criar essas áreas em regiões nas quais não tínhamos UCs. Foi muito simbólico termos essa conquista no momento em que o Sistema Estadual de Unidades de Conservação do estado completou 14 anos”, comemora. Com essas novas áreas, o Ceará atingiu a marca de 44 UCs e cerca de 270 mil hectares. O processo de criação das Unidades de Conservação (UCs), iniciado em 2012 com o mapeamento das áreas, recebeu impulso definitivo em 2024, quando passou a receber o apoio do GEF Terrestre, que tem entre os seus objetivos a criação de áreas de proteção na Caatinga, no Pampa e no Pantanal. Com o aporte oferecido pelo projeto, a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA/CE) pôde realizar os estudos e outros procedimentos essenciais para o avanço e conclusão dos trabalhos. A começar pelos estudos conduzidos durante um ano e meio pela equipe da Associação Caatinga, avaliados a partir do primeiro semestre de 2025 pelo grupo de trabalho técnico formado por membros da SEMA/CE, do Instituto de Pesquisa e Estatística (IPS) e da Universidade Federal do Ceará. Foram realizadas, então, as reuniões de consulta pública nas cidades de Graça, Tejuçuoca e Itatira, que reuniram também a população e representantes legais de outros municípios dessas regiões, como Reriutaba, Irauçuba, Canindé e Santa Quitéria. Nessas reuniões foram apresentadas as propostas de criação das áreas protegidas à população local, que pôde tirar dúvidas e manifestar seus pontos de vista. Trata-se de um ambiente de escuta ativa e uma etapa desafiadora, conforme explica Andrea: “A gente percebeu que havia um processo de desinformação muito forte, levando a população a rejeitar a criação das UCs com receio de que elas impedissem as atividades de plantio e caça”, explica. “Foi um processo de muito diálogo para que a gente conseguisse mostrar o valor da conservação e apresentar modelos de desenvolvimento sustentáveis que fizessem sentido para os moradores de cada região. A nossa meta é sempre apresentar uma proposta que tenha o menor impacto possível na vida da população local e, por isso, sempre fazemos ajustes no material do estudo depois dessas reuniões”, conta ela. Após a aprovação nas reuniões de consulta pública, o decreto oficial de criação das UCs finalmente foi assinado no dia 16 de dezembro pelo Governo do Estado do Ceará. Um presente de natal para os cearenses, diretamente beneficiados pelos serviços ecossistêmicos prestados por essas áreas, que abrigam espécies ameaçadas e raras e estão localizadas em pontos chave para impedir o avanço da desertificação, processo que ocorre em áreas áridas, semiáridas e subúmidas secas. Os esforços se voltam, agora, para a estruturação dessas cinco UCs. Serão designados gestores para cada uma das novas áreas de proteção, que formarão seus conselhos gestores e, em até cinco anos, deverão apresentar Planos de Manejo que guiarão a sua administração. Vida longa a elas! O projeto GEF Terrestre é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) sob gestão e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.
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Oficina do GEF Terrestre debate os desafios da criação de UCs com representantes das secretarias de Meio Ambiente de cinco estados
Representantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente (SEMAs) da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul, que conduzem processos de criação de Unidades de Conservação (UCs) apoiados pelo Projeto GEF Terrestre, reuniram-se para debater e aperfeiçoar a execução deste trabalho na Caatinga e no Pampa. Realizado em janeiro, em Brasília, 19 agentes públicos participaram da oficina. No encontro, receberam orientações sobre a elaboração de planejamento ambiental aplicado à criação de UC’s e realização de análises georreferenciadas, assim como diretrizes para realização de consultas públicas - etapa fundamental de diálogo com a população para esclarecimento de dúvidas sobre o processo de homologação das unidades. O evento foi ministrado pela equipe da Coordenação de Criação de Unidades de Conservação (COCUC) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e também contou com a colaboração de técnicos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O encontro foi estruturado a partir de uma demanda da SEMA/BA e faz parte da linha de ação do GEF Terrestre que prevê auxílio à criação de Unidades de Conservação. “Nós nos preocupamos em deixar um legado e, por isso, promover essa troca de conhecimentos é importante. Os participantes presentes tendem a compartilhar o conhecimento adquirido nessas ações com suas equipes, ampliando as discussões”, explica Vivian Saddock, integrante da gerência do projeto no FUNBIO. Sem criar uma Unidade de Conservação desde 2015, o pedido da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia veio da vontade de avançar nessa pauta e fortalecer a proteção da biodiversidade por meio de novas áreas de conservação. “A nossa participação neste evento foi muito produtiva, podemos conhecer ferramentas que estão sendo utilizadas para facilitar o processo de tomada de decisões, além de ter uma intensa troca de experiências com colegas de outros estados,” celebra Poliana Gonçalves Sousa, coordenadora da Diretoria de Políticas de Biodiversidade e Florestas da SEMA/BA. Rodrigo Faleiro, analista ambiental do ICMBio e um dos palestrantes da COCUC, ressaltou a enorme relevância da realização dessas agendas entre os gestores ambientais federais e estaduais para que entraves à criação de UCs e à conservação ambiental sejam superados. “A criação de uma Unidade de Conservação é uma oportunidade. Porém, também é um desafio para os gestores. Por isso, entender onde queremos chegar e como podemos alcançar nossos objetivos, é imprescindível para pensar uma proposta de UC”, diz. Já Daniel Castro, também analista ambiental do ICMBio e palestrante na oficina, chamou a atenção para a importância de capacitar os parceiros sobre os procedimentos adotados pelo ICMBio, além da oferta de auxílio técnico, econômico e político para as equipes estaduais. “Essa base sólida fortalece os pilares da sustentabilidade, garantindo que as unidades cumpram seu papel para as gerações atuais e futuras”, concluiu. O projeto GEF Terrestre é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) sob gestão e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.
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