RELATÓRIO ANUAL

Conheça nossos principais resultados em 2023

FLORESTA VIVA

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FUNDO DA AMAZÔNIA ORIENTAL

Iniciativa inovadora para uma economia sustentável e de baixo carbono

AMAZÔNIA VIVA

Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

PESQUISA MARINHA E PESQUEIRA

Conheça a iniciativa de apoio à Pesquisa Marinha e Pesqueira no Rio de Janeiro

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta celebra 20 anos

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Postado dia 22 maio 2024

Moradoras de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, realizam testes de roteiros turísticos inéditos

Na Ilha Grande, em Angra dos Reis, cinco mulheres são lideranças na Enseada das Estrelas e tomam a frente do projeto de Turismo de Base Comunitária Enseada das Estrelas e suas Raízes, para incentivar o desenvolvimento de roteiros que promovam a diversidade cultural ancestral e o desenvolvimento econômico sustentável. Na manhã de terça-feira, 7 de maio, elas realizarão o teste de um dos novos roteiros, que incluem café da manhã tradicional na comunidade, conversa com mestres do local, que são pescadores, artesãos antigos da Ilha que se reúnem com os visitantes para contar sobre a cultura caiçara e tradições; além da visita a um cerco flutuante. O cerco flutuante é uma arte de pesca caracterizada por manter o pescado vivo a partir do uso de uma armadilha feita com redes fixadas ao fundo por âncoras e sustentadas por flutuadores. É considerado uma importante ferramenta de manejo sustentável, por possibilitar que os pescadores selecionem os peixes para o consumo e devolvam ao mar os demais.   Já na manhã e início da tarde da segunda-feira, 13 de maio, acontecerá o último teste de roteiro, começando pela Igreja de Santana, com contação de suas histórias; passeio na praia e banho de mar; almoço caiçara, com pratos preparados com frutos do mar e alimentos cultivados na região, além da visita para conhecer o artesanato dos mestres de Freguesia de Santana. Após cada teste acontece uma roda de conversa para avaliação dos roteiros, que poderão ser usufruídos pelos visitantes em breve.  O projeto promoveu a criação de uma cartografia social, ou seja, capacitou as moradoras para mapearem a própria história, dando visibilidade e voz aos povos tradicionais. Dez mulheres participaram das pesquisas de campo e 25 tiveram a oportunidade de conhecer as experiências de outros locais para fortalecer a oferta de serviços. O turismo de base comunitária fortalece as atividades dos moradores, que prestam serviços para os visitantes, tais como: guia, passeios, venda de artesanato, hospedagem e alimentação, respeitando o meio ambiente e o cotidiano local.  Considerada um paraíso ecológico, com sua beleza e atrativos naturais, como praias de água cristalina, cachoeiras, mirantes, trilhas na natureza preservada, boa parte do território da ilha constitui-se de Unidades de Conservação. Entretanto, a Ilha Grande é muito afetada pelo turismo de massa, enfrentando problemas como excesso de visitantes e falta de conscientização ambiental. Decididas a oferecer alternativas turísticas mais sustentáveis, essas mulheres atuam para resgatar a própria história e aumentar a renda da comunidade, formada por moradores originários, com raízes fortes na região costeira. A partir do apoio do projeto Educação Ambiental, gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), a Associação dos Moradores e Pescadores da Enseada das Estrelas (AMPEE) pode investir em capacitações e na criação de novos roteiros atrativos e que se destaquem entre as ofertas de grandes agências turísticas, que nem sempre beneficiam a região.  

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Postado dia 17 maio 2024

Em primeiro encontro de parceria inédita, FUNBIO e Ministério Público Federal no Amazonas debatem soluções para o impacto das mudanças climáticas

O combate aos efeitos causados pelas mudanças climáticas exigirá ações integradas que contemplem os problemas sociais, ambientais e econômicos. Esse foi o principal viés debatido no Diálogos pelo Clima, iniciativa do Programa COPAÍBAS, que aconteceu pela primeira vez em Manaus, centro da maior floresta tropical do planeta, na última quinta-feira, dia 16. O encontro inaugurou uma parceria inédita do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) com o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), que tem a atribuição de zelar pela presença constante do respeito aos princípios ambientais, entre outros temas comuns ao Estado Democrático de Direito, incluindo as áreas civil, criminal e eleitoral. O MP pode, por exemplo, solicitar que a Justiça interdite uma obra que cause danos à natureza. O evento reuniu cerca de 25 pessoas, entre procuradores federais que atuam em estados da Amazônia Legal, ambientalistas e pesquisadores. A troca de ideias reforçou temas que serão centrais durante a realização do G20, que reúne as maiores economias do mundo e vai ocorrer no Brasil, e da COP30, que terá como sede Belém (PA), em 2025. Os participantes trataram de assuntos relativos ao aquecimento global, incluindo os danos gerados pelos eventos extremos e a segurança pública ambiental, que diz respeito ao tráfico de drogas, assim como ao garimpo e desmatamento ilegais. “Temos enfrentado graves problemas climáticos, como a seca que atingiu a Amazônia ano passado e a atual catástrofe das chuvas no Rio Grande Sul. Esses acontecimentos extremos exigem ações conjuntas e de longo prazo. Por isso, é importante reunir os membros dos Ministérios Públicos, da sociedade civil e pesquisadores em busca de soluções de forma célere e correta”, enfatiza Andréia Mello, gerente de projetos do FUNBIO e líder da iniciativa Diálogos pelo Clima. Para ela, os eventos internacionais que serão realizados no Brasil, como G20 e COP30, devem ser vistos como oportunidade. “Estamos num momento fundamental para uma grande mobilização que envolva governos, poder judiciário e instituições não governamentais com o objetivo de atuações conjuntas em ações cada vez mais urgentes em termos ambientais”, avalia. O procurador da República no Amazonas Rafael Rocha ressaltou a importância da aliança com o FUNBIO como uma forma de qualificar ainda mais as ações empreendidas pelo MPF-AM em defesa do meio ambiente. “Temos especialistas que trazem informações e conhecimento técnico que os membros do MPF-AM muitas vezes não possuem. O evento nos permite discutir estratégias de atuação em defesa da legislação ambiental de forma mais eficaz e precisa”, comenta Rocha. O debate ainda contou com as participações de Fernanda Bortolotto, do The Nature Conservancy (TNC); Adalberto Val, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA); Vivian Calderoni, do Instituto Igarapé; Paulo Amaral, do Imazon; e Danielle Moreira, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A série Diálogos pelo Clima começou em junho de 2022, com seis encontros online e já realizou posteriormente dois eventos presenciais em estados que integram as iniciativas do Programa COPAÍBAS — Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos Biomas Amazônia e Cerrado, que tem o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) como gestor técnico e financeiro e a Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas (NICFI), como financiadora.

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