FLORESTA VIVA

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FUNDO DA AMAZÔNIA ORIENTAL

Iniciativa inovadora para uma economia sustentável e de baixo carbono

CONSÓRCIO AMAZÔNIA LEGAL

9 governos unidos pelo desenvolvimento sustentável no bioma

REM MATO GROSSO

Iniciativa viabilizada pelos Governos da Alemanha e Reino Unido remunera serviços ambientais baseada em resultados

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta celebra 20 anos

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Postado dia 16 fevereiro 2024

ARPA leva ajuda humanitária a mais de 4,7 mil famílias afetadas por seca histórica no Amazonas

Não é de hoje que a Amazônia é impactada com os efeitos das ações causadas pelo homem no clima da Terra. Em 2021, chuvas acima do normal levaram o Rio Negro a ultrapassar o maior nível já medido em 120 anos. Em 2023, a situação ficou ainda pior, uma seca severa atingiu o Amazonas, registrando a menor marca do nível das águas desde 1902, causando graves consequências sociais e econômicas para a região. O ARPA, maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta, levou ajuda humanitária a mais de 4,7 mil famílias afetadas pela estiagem. Quem vive na região sofreu com os impactos. Sebastião da Silva, o primeiro morador da comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na RDS Rio Negro, viu a sua realidade mudar completamente. “Essa seca agora foi muito difícil, principalmente, para a pessoa idosa, para se deslocar para a cidade de Manacapuru. É muito difícil caminhar pela beira do rio. Desde 1963 para cá, essa estiagem foi a maior que teve aqui", explicou o aposentado. Diante do cenário, uma verdadeira força-tarefa foi montada para levar apoio humanitário a 4.715 famílias afetadas pela estiagem, em sete Unidades de Conservação apoiadas pelo ARPA. A missão emergencial aconteceu na semana anterior ao Natal beneficiando ao todo, 332 famílias em 25 comunidades na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma; 656 famílias em 12 comunidades na RDS do Rio Negro; 1.319 famílias em 49 comunidades na RDS Piagaçu Purus; 284 famílias em sete comunidades do Mosaico do Apuí; 587 famílias em 79 comunidades na RDS Amanã; 1.148 famílias em 108 comunidades na RDS Mamirauá, além de 389 famílias em 13 comunidades na Reserva Extrativista (Resex) Catuá Ipixuna. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) do Amazonas, com recursos do Programa ARPA, gerenciado pelo FUNBIO, articulou junto a parceiros toda a logística e entrega. Ao todo, 113 toneladas de alimentos, além de kits de higiene, foram entregues aos beneficiários de 293 comunidades. Para o gestor da RDS do Rio Negro, Jaime Gomes, a ação emergencial fortalece o principal objetivo da Unidade de Conservação. “É a melhoria da qualidade de vida, pelos serviços ecossistêmicos que vão prestar para a sociedade, não somente a local, mas a global”, destacou. A presidente da Comunidade São Francisco do Bujaru, Juliane Silva de Oliveira, também relatou as dificuldades enfrentadas nesse período. Vários comércios ficaram sem abastecimento, sem gasolina e suprimentos básicos, por isso, a ajuda veio em boa hora. "Têm famílias que necessitam mais e, nesse momento, às vezes não têm nem um quilo de alimento", completou a professora. Atualmente, o programa apoia 120 Unidades de Conservação, contemplando áreas federais e estaduais, de proteção integral e uso sustentável, em diversas categorias de manejo, que totalizam 62,5 milhões de hectares. As Unidades de Conservação apoiadas pelo programa recebem suporte por meio de bens, obras e serviços essenciais para atividades de integração com as comunidades locais, formação de conselhos, elaboração de planos de manejo, levantamentos fundiários, fiscalização e outras iniciativas essenciais para seu bom funcionamento. "O projeto Jovens Protagonistas, financiado pelo ARPA, despertou em mim a vontade de ser uma liderança local. Por meio dele eu tive oportunidade de participar de vários intercâmbios, congressos, fóruns e fui adquirindo experiência até eu chegar na presidência da Associação-Mãe da Reserva. A gente tem que deixar um legado para as pessoas e nada melhor do que dar oportunidade de conhecimento, pois o conhecimento vai transformar tudo, e nesse sentido o ARPA ajudou muito na parte de educação, formação de novas lideranças e proteção do território", contou o ex-presidente da Associação-Mãe da RDS do Rio Negro, Viceli Costa.

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Postado dia 16 fevereiro 2024

Monitoramento de quelônios em 37 UCs contribui para a conservação dos vertebrados mais longevos do mundo

Apesar de serem um dos maiores vertebrados terrestres e mais longevos do mundo, os quelônios são os mais vulneráveis da atualidade, com cerca de 50% das espécies sofrendo algum tipo de ameaça humana. Na Amazônia brasileira o grau de risco não é diferente, das 21 espécies existentes na região, apenas cinco não estão na lista de extinção. Porém, iniciativas de monitoramento e manejo de quelônios indicam que o futuro das tartarugas da Amazônia está baseado em: conservação, educação ambiental e investimento em pesquisa. O ARPA, Áreas Protegidas da Amazônia, atende atualmente 37 Unidades de Conservação que desenvolvem ações associadas ao manejo e monitoramento de quelônios. "Há 20 anos trabalhamos com a participação de voluntários e diversos parceiros na tentativa de reverter o quadro crítico da conservação de quelônios na região. Na década de 1970 aqui era o local que mais tinha quantidade de desova no Brasil, era famoso, depois nos anos 90 começou a cair esse número", afirma Misael Freitas dos Santos, Chefe do NGI ICMBio Trombetas. O repovoamento dos quelônios nos rios e na região litorânea é fundamental para a saúde e o equilíbrio dos ecossistemas em todo o mundo. Em ambientes aquáticos ou terrestres, esses répteis desempenham papéis ecológicos cruciais, desde a regulação de populações de outras espécies até a dispersão de sementes e a contribuição o equilíbrio de rios e oceanos. No Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Estado do Amapá, o monitoramento passou a ser uma ferramenta de troca com as populações tradicionais, possibilitando o combate à coleta predatória de ovos para o comércio ilegal e consumo. "A gente mudou o foco, ao invés de investir só na fiscalização, estamos nos dedicando à pesquisa e ao trabalho com os moradores. Contratar e capacitar essas pessoas que vivem e conhecem a região para coletar os dados faz todo o sentido e ajuda muito na conservação da espécie", conclui Fernanda Colares, gestora da NGI Amapá Central. Como financiador do Programa Monitora, o ARPA destinou cerca de R$ 2 milhões (biênio 2022/2023) para o Monitoramento da Biodiversidade com quelônios, possibilitando a compra de bens e equipamentos de uso para trabalhos de campo e para a realização das atividades dos projetos em campo. Na Resex Maracanã, no estado do Pará, o monitoramento de tartarugas marinhas acontece diariamente após a maré alta para verificar se houve ocorrência, desova, os rastros e promover atividade de limpeza das praias e ações educativas que envolvem a comunidade e escolas locais. Das cinco espécies que desovam no Brasil, três foram identificadas em 2023: a tartaruga-verde, a tartaruga-de-pente e a tartaruga-oliva, originando 3.925 novos filhotes, provenientes de 44 ninhos monitorados. A bióloga que acompanha o projeto destaca a importância do engajamento de todos: "A comunidade quando é envolvida acaba absorvendo esse cuidado, a gente espera que no futuro a própria comunidade possa fazer esse monitoramento, sem a nossa equipe, cuidando dos ninhos e melhorando a quantidade desses seres vivos no mundo como um todo," disse Maria Augusta Lima, gestora na NGI ICMBio Salgado Paraense. Já no Parque Nacional do Jaú, no Estado do Amazonas, onde o monitoramento acontece há mais de uma década, as notícias são excelentes: a taxa de sobrevivência tem aumentado a cada ano nesse processo de repovoamento ao longo dos rios, principalmente, no rio Carabinani e no Unini. O impacto é significativo pois os quelônios são uma fonte de proteína para as comunidades que se alimentam desses animais e assim, eles têm cada vez mais consciência da importância de manejar o recurso do ambiente para a qualidade de vida deles. O analista ambiental do ICMBio que trabalha há mais de 20 anos com monitoramento destaca o componente da educação ambiental como o principal. "É muito significativo quando você propicia para uma pessoa que mora na cidade o contato com o meio ambiente natural em áreas protegidas, o cuidado com o animal, porque cria-se um vínculo e uma transformação que aquela pessoa leva pra vida e todos os lugares que ela for, o aprendizado sobre o cuidado com o ambiente e outros seres que estão ao redor," diz Hueliton Ferreira, gestor da NGI Novo Airão. As pequenas guardiãs da Amazônia precisam da nossa ajuda! Junte-se ao ARPA na luta pela proteção das tartarugas e da floresta. O ARPA, Áreas Protegidas da Amazônia, é maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta, lançado pelo Governo Federal, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), gerenciado financeiramente pelo FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e financiado por meio de doações nacionais e internacionais. Iniciado em 2002, atualmente, apoia 120 Unidades de Conservação, contemplando áreas federais e estaduais, de proteção integral e uso sustentável, em diversas categorias de manejo, que totalizam 62,5 milhões de hectares, superando a meta inicial do Programa. A principal meta do Programa ARPA é, até 2039, apoiar a conservação e o uso sustentável de 60 milhões de hectares, o equivalente a 15% da Amazônia brasileira.

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Postado dia 2 fevereiro 2024

Pró-espécies encontra ave rara e bromélia nova em expedições

De olhar simpático e raro, o mutum-pinima, é uma das aves mais ameaçadas de extinção no planeta. A foto também é coisa difícil. E foi feita em uma expedição do Projeto Pró-Espécies no território do Plano de Ação Territorial Meio Norte (Pará, Tocantins e Maranhão). Na viagem, que aconteceu na Terra Indígena Mãe Maria (PA), foram identificados seis indivíduos da espécie. A quantidade e a presença de machos e fêmeas surpreendeu positivamente a equipe. “Fazer o registro de seis mutuns diferentes no mesmo local é algo inédito. Já fizemos dezenas de expedições para localizar esses animais. Trabalho há 15 anos para encontrá-los e nunca achamos essa quantidade em uma mesma área. O que aconteceu desta vez é algo totalmente atípico”, explicou Gustavo Gonsioroski, ornitólogo que participou da viagem. E essa não foi a única descoberta incrível do projeto. No último ano, eles descobriram e mapearam novas espécies de plantas em Minas Gerais, como a Bromélia Krenakanthus ribeiranus (segunda foto). O Pró-Espécies atua em conjunto com 13 estados brasileiros pela redução das ameaças e fortalecimento da proteção a espécies ameaçadas de extinção. O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, sigla em inglês), implementado pelo FUNBIO e executado pelo WWF - Brasil. Ele é coordenado pelo Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

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