FUNBIO 30 ANOS

Conheça nossos projetos em todos os biomas brasileiros

Mecanismo indígena Vítuke

Recursos diretos para os indígenas de todos os biomas brasileiros.

Floresta Viva

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FINACLIMA-SP

Mecanismo que viabiliza aportes de recursos privados, para ampliar e qualificar o financiamento climático no território paulista

AMAZÔNIA VIVA

Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

Fundo Kayapó

Mecanismo indígena que tem como missão apoiar o povo indígena Mebêngôkre-Kayapó

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta

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Postado dia 29 junho 2026

Inauguração da Trilha da Comprida: cariocas ganham nova forma de mergulhar na história das Ilhas Cagarras

Neste domingo (28), o Rio de Janeiro inaugurou oficialmente a Trilha da Comprida, novo equipamento de uso público do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras (MONA Cagarras). Com até 1,2km de extensão, a novidade permite aos visitantes uma oportunidade de mergulhar na biodiversidade de um dos cartões-postais naturais mais emblemáticos da cidade. Além disso, a trilha marca a entrada definitiva do primeiro trecho oceânico da Trilha Transcarioca, que começa em Barra de Guaratiba e durante seus 180km de extensão, conecta os principais remanescentes naturais da cidade, chegando no Morro da Urca.  Localizada a cerca de cinco quilômetros da Praia de Ipanema, a Ilha Comprida integra o arquipélago MONA Cagarras que totaliza cerca de  91 hectares protegidos. A inauguração da trilha representa mais um passo no amadurecimento da Unidade de Conservação federal que completou 16 anos em abril de 2026. “A gente protege o maior ninhal de fragatas do Oceano Atlântico e o segundo maior ninhal de atobá-marrom do Brasil”, conta Tatiana Ribeiro, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e gestora do MONA Cagarras.  Com costões rochosos e remanescentes de Mata Atlântica, além das aves, as Cagarras são habitat de tartarugas marinhas, golfinhos, baleias-jubarte em passagem migratória e mais de duzentas espécies de peixes e cerca de uma dezena de animais ameaçados de extinção. “É uma área que vem sendo usada como referência geográfica por baleias e golfinhos, com destaque para baleia jubarte que está na temporada migratória (junho e agosto) e a gente tem visto muito por aqui”, relata Tatiana.  Nos últimos anos, uma série de avanços estruturais e de gestão, incluindo a elaboração do Plano de Manejo, ampliaram pesquisas científicas e fortaleceram a fiscalização para proteção da biodiversidade local. Parte desse processo contou com apoio do Projeto Apoio a UCs no âmbito do TAC Frade. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), que contribuiu para a implementação de ações essenciais para a consolidação da unidade, incluindo melhorias de infraestrutura e iniciativas voltadas à aproximação entre a população e o patrimônio natural protegido.   Segundo Tatiana o apoio aconteceu “em um momento crucial da UC, justamente no início da elaboração do plano de manejo” e garantiu, entre outras cosias, "a primeira embarcação, que está com a gente até hoje e equipamentos de mergulho”. Agora, a implantação da trilha com infraestrutura de sinalização e segurança coroa o trabalho que começou em 2021.  Saiba como visitar a Trilha Comprida nas MONAS Cagarras  A Trilha da Comprida será aberta a toda a população, mas exige preparo físico e atenção às condições de acesso.   Como fazer a visita  Procure um condutor credenciado pelo ICMBio Não há cobrança de ingresso nem necessidade de autorização prévia do ICMBio, mas a recomendação é que o passeio seja feito com condutores credenciados. A lista está disponível aqui: condutores credenciados pelo ICMBio. Consulte as orientações da Unidade de Conservação Quem optar por fazer a trilha de forma particular deve ler antes o Guia do Visitante do MONA Cagarras, disponível neste link: Guia do Visitante.  Prepare-se para molhar os pés — e o corpo inteiro O desembarque na Ilha Comprida é “molhado”: o visitante sai da embarcação, nada cerca de 20 a 30 metros até o costão, com apoio de corda e colete, e depois sobe pela rocha. Por isso, é importante usar roupas adequadas e calçados seguros. Aprecie a vista Já na ilha, o percurso acontece principalmente sobre rocha exposta, com poucos trechos de vegetação e algumas áreas de maior declividade. Não é preciso fazer escalada, mas a trilha é considerada de dificuldade média.  O que levar  Roupa de banho;  Sapatilha de costão ou tênis que possa molhar;  Camisa de manga longa e calça legging ou tactel;  Óculos escuros, chapéu e filtro solar;  Garrafa de água individual;  Toalha, roupa seca e calçado extra para a volta;  Agasalho leve, especialmente para o retorno de barco.  O que o visitante encontra na trilha  Ao longo do percurso, placas interpretativas apresentam informações sobre a geologia, a fauna, a flora e a importância ecológica do arquipélago. A experiência navega entre contemplação, educação ambiental e turismo sustentável, aproximando os cariocas de um patrimônio natural que há décadas faz parte da paisagem vista das praias de Ipanema, Leblon e Copacabana.  Ainda não há Turismo de Base Comunitária implantado na Trilha da Comprida, mas o ICMBio trabalha para desenvolver esse processo junto à Colônia Z-13, localizada no posto 6 em Copacabana.  Restrições  Embora não haja restrição legal, a visita não é recomendada para menores de 12 anos, pessoas com dificuldade de locomoção ou que não saibam nadar.  A realização do projeto Apoio a UCs é uma medida compensatória estabelecida pelo Termo de Ajustamento de Conduta de responsabilidade da empresa PRIO, conduzido pelo Ministério Público Federal – MPF. 

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Postado dia 19 junho 2026

Parceria entre BNDES e iNovaland, Conectando Paisagens seleciona 8 projetos para restaurar 388 hectares de Mata Atlântica

Texto: Agência BNDES Oito projetos de restauração ecológica e fortalecimento da cadeia produtiva na Mata Atlântica foram selecionados na segunda janela de submissão de propostas da chamada pública Conectando Paisagens, uma iniciativa de matchfunding entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a iNovaland. A ação integra o Floresta Viva, programa do BNDES que apoia projetos de restauração ecológica com espécies nativas. Os projetos contarão com apoio total de até R$ 8,2 milhões para restaurar 388 hectares de Mata Atlântica, visando à formação de corredores ecológicos entre a Bahia e do Norte do Espírito Santo. Entre os projetos em estágio 1, que prevê apoio a ações de restauração em pequena escala e ao fortalecimento de pequenas organizações locais, foram selecionadas as propostas do Instituto Muvuka, da Associação de Produtores Rurais da Comunidade Ribeirão (Aprucr), da Associação das Mulheres Agricultoras (Amag) e da Associação dos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento Pau Brasil. Cada projeto poderá contar com apoio financeiro de até R$ 200 mil, com previsão de ações de plantio de restauração em, no mínimo, 5 hectares, com prazo de até 12 meses. Essa categoria, contempla projetos de menor porte, que não haviam ainda sido apoiados pelo Floresta Viva e esse apoio representa uma ação de preparação de entidades sem fins lucrativo fundamental para o avanço do setor de restauração. Para o estágio 2, que oferece apoio a ações de restauração em maior escala, gerando impactos mais significativos na região, as propostas selecionadas foram apresentadas pelas seguintes organizações: Grupo Ambiental Natureza Bela, Instituto Ciclo da Terra, Instituto Marinho para o Equilíbrio Socioambiental (Marés) e Cooperativa Mista de Trabalho: Prestação de Serviços e Produção (Canteiros). Esses projetos constituem ações de plantio de restauração em áreas que totalizem, no mínimo, 50 hectares, mais ações de fortalecimento de cadeias produtivas associadas à restauração, com duração mínima de 36 e máxima de 48 meses, observado o limite máximo do Programa Floresta Viva. “O BNDES vem trabalhando para fazer do Brasil o maior polo de restauração do planeta, com ações que contribuem para a neutralização das emissões, além de promover a bioeconomia e o manejo florestal sustentável”, ressaltou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “O Floresta Viva é uma das iniciativas do BNDES Florestas, uma frente de atuação do Banco que já mobilizou R$ 7 bilhões de investimentos em todo o país. Já estão sendo plantadas 280 milhões de árvores, que resultarão na geração de 70 mil empregos verdes e na captura de 54 milhões de toneladas de carbono”, acrescentou. A chamada pública incorpora a metodologia do Programa FASB, criada pela iNovaland Brasil para a incubação e aceleração de projetos. “Esta é uma metodologia introduzida no Floresta Viva através dos editais do Conectando Paisagens. O FASB há cinco anos que segue um ciclo de projeto multifásico, uma abordagem que reduz riscos, possibilita alta qualidade e garante a permanência a longo prazo”, disse Márcio Braga, diretor geral da iNovaland Brasil. Ele destacou as iniciativas de três instituições. “Comunidade Ribeirão, por ter enviado um projeto de estágio 2 na primeira janela e, mesmo não sendo contemplada, não desistiu e reenviou o projeto que foi contemplado na segunda janela. O Natureza Bela, por ser uma instituição regional de comprovada competência, teve dois projetos de estágio 2 aprovados, um em cada janela. Por último, a Marés, que teve um projeto de estágio 1 aprovado na primeira janela e um projeto de estágio 2 aprovado na segunda janela”. No primeiro edital, lançado em 2024, o Conectando Paisagens selecionou sete propostas, que foram contratadas entre março e abril do ano passado, no valor total de R$ 8,2 milhões. Deste montante, já foram desembolsados aos projetos cerca de R$ 2,3 milhões. Parcerias – A iniciativa Floresta Viva visa à formação de parcerias com instituições apoiadoras privadas ou públicas para investir em projetos de restauração ecológica com espécies nativas e/ou sistemas agroflorestais (SAFs) em biomas brasileiros, por meio de um parceiro gestor e de instituições executoras. A atual previsão total de aportes de recursos é de R$ 470 milhões. Os projetos de restauração ecológica nos diversos biomas do país são selecionados por meio de chamadas públicas, com editais lançados por um parceiro gestor e são avaliados por representantes do BNDES, de instituições apoiadora e convidados, como MMA e Secretarias de Meio Ambiente estaduais, com base em critérios técnicos ambientais e sociais previamente acordados.  O parceiro gestor do Floresta Viva, também selecionado por meio de chamada pública, é o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). “Conectar financiadores a iniciativas de impacto ambiental é parte central da missão do FUNBIO. Estamos à frente da gestão financeira de mais esse edital, que selecionou oito projetos com potencial de fortalecer a restauração na Mata Atlântica na Bahia e no Espírito Santo”, disse Manoel Serrão, superintendente de programas do Funbio. Os recursos provenientes do BNDES Fundo Socioambiental correspondem a 50% do total destinado ao Floresta Viva. Além disso, mais de R$ 236 milhões envolvem doações já contratadas de 14 instituições apoiadoras e até €15 milhões do Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), o banco de desenvolvimento alemão, em recursos não reembolsáveis aportados no Funbio após lançamento dos editais aprovados pelo KfW. Até o momento, foram lançados 15 editais do Floresta Viva, que somam R$ 331,1 milhões de apoio a projetos de restauração em diversos biomas e ecossistemas de todas as regiões brasileiras, totalizando 9,0 mil hectares a serem restaurados pelo conjunto dos projetos selecionados dentre os editais já concluídos. Saiba mais. Abordagem inovadora – O FASB é um programa de incubação e aceleração de projetos, desenvolvido e aplicado no sul baiano e norte do Espírito Santo pela iNovaland. Este programa segue um ciclo de projeto em várias etapas, fornecendo assistência técnica desde a origem até sua implementação completa, apoiando a evolução do projeto desde os estágios iniciais até sua conclusão. Essa abordagem reduz riscos, permite alta qualidade e acelera a expansão. As ações são baseadas na mobilização das comunidades locais e tem como objetivo construir ecossistemas resilientes tendo as pessoas como elemento central, impulsionando ações locais focadas no desenvolvimento sustentável como agroflorestas, produção de madeira e alimentos, bem como a proteção e restauração de áreas degradadas para conectar fragmentos da Mata Atlântica. Desta forma, o FASB constituiu-se como uma plataforma de multistakeholder, formada por seus desenvolvedores de projetos: comunidades indígenas, quilombos, assentamentos, agricultores familiares e ONGs regionais, acarretando a formação de uma rede que visa a troca de conhecimento, insumos e mão de obra.

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Postado dia 12 junho 2026

FUNBIO abre inscrições para a 9ª edição de programa que apoia pesquisas aplicadas de campo em conservação ambiental

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) está com inscrições abertas para a 9ª edição do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. A iniciativa apoia pesquisas aplicadas de campo de mestrandos e doutorandos de instituições reconhecidas pelo MEC, com recursos destinados a despesas como deslocamento, hospedagem, equipamentos e outras atividades essenciais para o desenvolvimento dos estudos. Desde sua criação, o programa já apoiou mais de 200 pesquisadores em biomas de todas as regiões brasileiras. As inscrições seguem abertas até 30 de julho de 2026 e podem ser feitas no site: https://chamadas.funbio.org.br/bolsas-funbio-2026  As propostas selecionadas devem estar relacionadas a temas como conservação, manejo e uso sustentável da fauna e da flora, recuperação de paisagens e áreas degradadas, gestão territorial para proteção da biodiversidade e mudanças climáticas, sustentabilidade e saberes ambientais da cultura indígena aplicados à conservação da biodiversidade. A iniciativa conta com a parceria do Programa Fonseca de Liderança , criado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). “O programa Bolsas FUNBIO caminha para a primeira década de existência e nos dá enorme satisfação ver como o apoio a pesquisas de campo pode impulsionar a trajetória de jovens pesquisadores dedicados à conservação em todo o país. Gerar conhecimento e conexões, estimular o desenvolvimento de habilidades é, para nós, o maior legado da iniciativa, que tem como parceiro fundamental o programa Fonseca de Liderança do GEF”, afirma Rosa Maria Lemos de Sá, secretária-geral do FUNBIO. "O recurso me permitiu sonhar e mudou minha perspectiva como pesquisadora. A partir do apoio do Bolsas FUNBIO, tive meios para explorar várias áreas, técnicas ou não. Pude investigar áreas em que nunca houve coletas, comprar equipamentos, melhorar a qualidade da minha pesquisa e também desenvolver habilidades de gerenciamento, integrar outras pessoas ao meu projeto. Além do recurso financeiro, a bolsa proporciona um crescimento profissional e pessoal, permite ter diferentes experiências, promove reuniões, networking", diz a doutoranda Catherine Rios Santo, da UFMG.  As inscrições ficam abertas até 30 de julho de 2026 e devem ser realizadas pelo portal de chamadas do FUNBIO . O edital completo reúne os critérios de participação, os eixos temáticos contemplados e as orientações para submissão das propostas.    Serviço:  9ª edição do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. Data: 5 de junho a 30 de julho Link para inscrições: https://chamadas.funbio.org.br/bolsas-funbio-2026    Sobre o FUNBIO  O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) é um mecanismo financeiro nacional privado, sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com os setores governamental, empresarial e a sociedade civil para que recursos estratégicos e financeiros sejam destinados a iniciativas efetivas de conservação da biodiversidade. Desde o início das atividades, em 1996 o FUNBIO já apoiou mais de 700 projetos que beneficiaram número superior a 400 instituições em todo o país. Entre as principais atividades realizadas estão a gestão financeira de projetos, o desenho de mecanismos financeiros e estudos de novas fontes de recursos para a conservação, além de compras e contratações de bens e serviços. É a única instituição da sociedade civil no Hemisfério Sul acreditada tanto como agência implementadora do GEF, o Fundo Global para o Meio Ambiente, quanto do GCF, Fundo Global para o Clima. Mais informações em www.funbio.org.br.    GEF O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) é o maior fundo multilateral do mundo para o meio ambiente. Seu conjunto de fundos trabalha em conjunto para abordar os desafios mais urgentes do planeta de forma integrada. Seu financiamento ajuda os países em desenvolvimento a enfrentar desafios complexos e a trabalhar para atingir as metas ambientais internacionais. Nas últimas três décadas, o GEF forneceu mais de USD 27 bilhões em financiamento, principalmente na forma de doações, e mobilizou outros USD 155 bilhões para projetos prioritários liderados pelos países.    Mais informações em: thegef.org 

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