Floresta Viva
Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras
FINACLIMA-SP
Mecanismo que viabiliza aportes de recursos privados, para ampliar e qualificar o financiamento climático no território paulista
AMAZÔNIA VIVA
Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

Inauguração da Trilha da Comprida: cariocas ganham nova forma de mergulhar na história das Ilhas Cagarras
Neste domingo (28), o Rio de Janeiro inaugurou oficialmente a Trilha da Comprida, novo equipamento de uso público do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras (MONA Cagarras). Com até 1,2km de extensão, a novidade permite aos visitantes uma oportunidade de mergulhar na biodiversidade de um dos cartões-postais naturais mais emblemáticos da cidade. Além disso, a trilha marca a entrada definitiva do primeiro trecho oceânico da Trilha Transcarioca, que começa em Barra de Guaratiba e durante seus 180km de extensão, conecta os principais remanescentes naturais da cidade, chegando no Morro da Urca. Localizada a cerca de cinco quilômetros da Praia de Ipanema, a Ilha Comprida integra o arquipélago MONA Cagarras que totaliza cerca de 91 hectares protegidos. A inauguração da trilha representa mais um passo no amadurecimento da Unidade de Conservação federal que completou 16 anos em abril de 2026. “A gente protege o maior ninhal de fragatas do Oceano Atlântico e o segundo maior ninhal de atobá-marrom do Brasil”, conta Tatiana Ribeiro, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e gestora do MONA Cagarras. Com costões rochosos e remanescentes de Mata Atlântica, além das aves, as Cagarras são habitat de tartarugas marinhas, golfinhos, baleias-jubarte em passagem migratória e mais de duzentas espécies de peixes e cerca de uma dezena de animais ameaçados de extinção. “É uma área que vem sendo usada como referência geográfica por baleias e golfinhos, com destaque para baleia jubarte que está na temporada migratória (junho e agosto) e a gente tem visto muito por aqui”, relata Tatiana. Nos últimos anos, uma série de avanços estruturais e de gestão, incluindo a elaboração do Plano de Manejo, ampliaram pesquisas científicas e fortaleceram a fiscalização para proteção da biodiversidade local. Parte desse processo contou com apoio do Projeto Apoio a UCs no âmbito do TAC Frade. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), que contribuiu para a implementação de ações essenciais para a consolidação da unidade, incluindo melhorias de infraestrutura e iniciativas voltadas à aproximação entre a população e o patrimônio natural protegido. Segundo Tatiana o apoio aconteceu “em um momento crucial da UC, justamente no início da elaboração do plano de manejo” e garantiu, entre outras cosias, "a primeira embarcação, que está com a gente até hoje e equipamentos de mergulho”. Agora, a implantação da trilha com infraestrutura de sinalização e segurança coroa o trabalho que começou em 2021. Saiba como visitar a Trilha Comprida nas MONAS Cagarras A Trilha da Comprida será aberta a toda a população, mas exige preparo físico e atenção às condições de acesso. Como fazer a visita Procure um condutor credenciado pelo ICMBio Não há cobrança de ingresso nem necessidade de autorização prévia do ICMBio, mas a recomendação é que o passeio seja feito com condutores credenciados. A lista está disponível aqui: condutores credenciados pelo ICMBio. Consulte as orientações da Unidade de Conservação Quem optar por fazer a trilha de forma particular deve ler antes o Guia do Visitante do MONA Cagarras, disponível neste link: Guia do Visitante. Prepare-se para molhar os pés — e o corpo inteiro O desembarque na Ilha Comprida é “molhado”: o visitante sai da embarcação, nada cerca de 20 a 30 metros até o costão, com apoio de corda e colete, e depois sobe pela rocha. Por isso, é importante usar roupas adequadas e calçados seguros. Aprecie a vista Já na ilha, o percurso acontece principalmente sobre rocha exposta, com poucos trechos de vegetação e algumas áreas de maior declividade. Não é preciso fazer escalada, mas a trilha é considerada de dificuldade média. O que levar Roupa de banho; Sapatilha de costão ou tênis que possa molhar; Camisa de manga longa e calça legging ou tactel; Óculos escuros, chapéu e filtro solar; Garrafa de água individual; Toalha, roupa seca e calçado extra para a volta; Agasalho leve, especialmente para o retorno de barco. O que o visitante encontra na trilha Ao longo do percurso, placas interpretativas apresentam informações sobre a geologia, a fauna, a flora e a importância ecológica do arquipélago. A experiência navega entre contemplação, educação ambiental e turismo sustentável, aproximando os cariocas de um patrimônio natural que há décadas faz parte da paisagem vista das praias de Ipanema, Leblon e Copacabana. Ainda não há Turismo de Base Comunitária implantado na Trilha da Comprida, mas o ICMBio trabalha para desenvolver esse processo junto à Colônia Z-13, localizada no posto 6 em Copacabana. Restrições Embora não haja restrição legal, a visita não é recomendada para menores de 12 anos, pessoas com dificuldade de locomoção ou que não saibam nadar. A realização do projeto Apoio a UCs é uma medida compensatória estabelecida pelo Termo de Ajustamento de Conduta de responsabilidade da empresa PRIO, conduzido pelo Ministério Público Federal – MPF.
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Parceria entre BNDES e iNovaland, Conectando Paisagens seleciona 8 projetos para restaurar 388 hectares de Mata Atlântica
Texto: Agência BNDES Oito projetos de restauração ecológica e fortalecimento da cadeia produtiva na Mata Atlântica foram selecionados na segunda janela de submissão de propostas da chamada pública Conectando Paisagens, uma iniciativa de matchfunding entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a iNovaland. A ação integra o Floresta Viva, programa do BNDES que apoia projetos de restauração ecológica com espécies nativas. Os projetos contarão com apoio total de até R$ 8,2 milhões para restaurar 388 hectares de Mata Atlântica, visando à formação de corredores ecológicos entre a Bahia e do Norte do Espírito Santo. Entre os projetos em estágio 1, que prevê apoio a ações de restauração em pequena escala e ao fortalecimento de pequenas organizações locais, foram selecionadas as propostas do Instituto Muvuka, da Associação de Produtores Rurais da Comunidade Ribeirão (Aprucr), da Associação das Mulheres Agricultoras (Amag) e da Associação dos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento Pau Brasil. Cada projeto poderá contar com apoio financeiro de até R$ 200 mil, com previsão de ações de plantio de restauração em, no mínimo, 5 hectares, com prazo de até 12 meses. Essa categoria, contempla projetos de menor porte, que não haviam ainda sido apoiados pelo Floresta Viva e esse apoio representa uma ação de preparação de entidades sem fins lucrativo fundamental para o avanço do setor de restauração. Para o estágio 2, que oferece apoio a ações de restauração em maior escala, gerando impactos mais significativos na região, as propostas selecionadas foram apresentadas pelas seguintes organizações: Grupo Ambiental Natureza Bela, Instituto Ciclo da Terra, Instituto Marinho para o Equilíbrio Socioambiental (Marés) e Cooperativa Mista de Trabalho: Prestação de Serviços e Produção (Canteiros). Esses projetos constituem ações de plantio de restauração em áreas que totalizem, no mínimo, 50 hectares, mais ações de fortalecimento de cadeias produtivas associadas à restauração, com duração mínima de 36 e máxima de 48 meses, observado o limite máximo do Programa Floresta Viva. “O BNDES vem trabalhando para fazer do Brasil o maior polo de restauração do planeta, com ações que contribuem para a neutralização das emissões, além de promover a bioeconomia e o manejo florestal sustentável”, ressaltou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “O Floresta Viva é uma das iniciativas do BNDES Florestas, uma frente de atuação do Banco que já mobilizou R$ 7 bilhões de investimentos em todo o país. Já estão sendo plantadas 280 milhões de árvores, que resultarão na geração de 70 mil empregos verdes e na captura de 54 milhões de toneladas de carbono”, acrescentou. A chamada pública incorpora a metodologia do Programa FASB, criada pela iNovaland Brasil para a incubação e aceleração de projetos. “Esta é uma metodologia introduzida no Floresta Viva através dos editais do Conectando Paisagens. O FASB há cinco anos que segue um ciclo de projeto multifásico, uma abordagem que reduz riscos, possibilita alta qualidade e garante a permanência a longo prazo”, disse Márcio Braga, diretor geral da iNovaland Brasil. Ele destacou as iniciativas de três instituições. “Comunidade Ribeirão, por ter enviado um projeto de estágio 2 na primeira janela e, mesmo não sendo contemplada, não desistiu e reenviou o projeto que foi contemplado na segunda janela. O Natureza Bela, por ser uma instituição regional de comprovada competência, teve dois projetos de estágio 2 aprovados, um em cada janela. Por último, a Marés, que teve um projeto de estágio 1 aprovado na primeira janela e um projeto de estágio 2 aprovado na segunda janela”. No primeiro edital, lançado em 2024, o Conectando Paisagens selecionou sete propostas, que foram contratadas entre março e abril do ano passado, no valor total de R$ 8,2 milhões. Deste montante, já foram desembolsados aos projetos cerca de R$ 2,3 milhões. Parcerias – A iniciativa Floresta Viva visa à formação de parcerias com instituições apoiadoras privadas ou públicas para investir em projetos de restauração ecológica com espécies nativas e/ou sistemas agroflorestais (SAFs) em biomas brasileiros, por meio de um parceiro gestor e de instituições executoras. A atual previsão total de aportes de recursos é de R$ 470 milhões. Os projetos de restauração ecológica nos diversos biomas do país são selecionados por meio de chamadas públicas, com editais lançados por um parceiro gestor e são avaliados por representantes do BNDES, de instituições apoiadora e convidados, como MMA e Secretarias de Meio Ambiente estaduais, com base em critérios técnicos ambientais e sociais previamente acordados. O parceiro gestor do Floresta Viva, também selecionado por meio de chamada pública, é o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). “Conectar financiadores a iniciativas de impacto ambiental é parte central da missão do FUNBIO. Estamos à frente da gestão financeira de mais esse edital, que selecionou oito projetos com potencial de fortalecer a restauração na Mata Atlântica na Bahia e no Espírito Santo”, disse Manoel Serrão, superintendente de programas do Funbio. Os recursos provenientes do BNDES Fundo Socioambiental correspondem a 50% do total destinado ao Floresta Viva. Além disso, mais de R$ 236 milhões envolvem doações já contratadas de 14 instituições apoiadoras e até €15 milhões do Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), o banco de desenvolvimento alemão, em recursos não reembolsáveis aportados no Funbio após lançamento dos editais aprovados pelo KfW. Até o momento, foram lançados 15 editais do Floresta Viva, que somam R$ 331,1 milhões de apoio a projetos de restauração em diversos biomas e ecossistemas de todas as regiões brasileiras, totalizando 9,0 mil hectares a serem restaurados pelo conjunto dos projetos selecionados dentre os editais já concluídos. Saiba mais. Abordagem inovadora – O FASB é um programa de incubação e aceleração de projetos, desenvolvido e aplicado no sul baiano e norte do Espírito Santo pela iNovaland. Este programa segue um ciclo de projeto em várias etapas, fornecendo assistência técnica desde a origem até sua implementação completa, apoiando a evolução do projeto desde os estágios iniciais até sua conclusão. Essa abordagem reduz riscos, permite alta qualidade e acelera a expansão. As ações são baseadas na mobilização das comunidades locais e tem como objetivo construir ecossistemas resilientes tendo as pessoas como elemento central, impulsionando ações locais focadas no desenvolvimento sustentável como agroflorestas, produção de madeira e alimentos, bem como a proteção e restauração de áreas degradadas para conectar fragmentos da Mata Atlântica. Desta forma, o FASB constituiu-se como uma plataforma de multistakeholder, formada por seus desenvolvedores de projetos: comunidades indígenas, quilombos, assentamentos, agricultores familiares e ONGs regionais, acarretando a formação de uma rede que visa a troca de conhecimento, insumos e mão de obra.
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FUNBIO abre inscrições para a 9ª edição de programa que apoia pesquisas aplicadas de campo em conservação ambiental
O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) está com inscrições abertas para a 9ª edição do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. A iniciativa apoia pesquisas aplicadas de campo de mestrandos e doutorandos de instituições reconhecidas pelo MEC, com recursos destinados a despesas como deslocamento, hospedagem, equipamentos e outras atividades essenciais para o desenvolvimento dos estudos. Desde sua criação, o programa já apoiou mais de 200 pesquisadores em biomas de todas as regiões brasileiras. As inscrições seguem abertas até 30 de julho de 2026 e podem ser feitas no site: https://chamadas.funbio.org.br/bolsas-funbio-2026 As propostas selecionadas devem estar relacionadas a temas como conservação, manejo e uso sustentável da fauna e da flora, recuperação de paisagens e áreas degradadas, gestão territorial para proteção da biodiversidade e mudanças climáticas, sustentabilidade e saberes ambientais da cultura indígena aplicados à conservação da biodiversidade. A iniciativa conta com a parceria do Programa Fonseca de Liderança , criado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). “O programa Bolsas FUNBIO caminha para a primeira década de existência e nos dá enorme satisfação ver como o apoio a pesquisas de campo pode impulsionar a trajetória de jovens pesquisadores dedicados à conservação em todo o país. Gerar conhecimento e conexões, estimular o desenvolvimento de habilidades é, para nós, o maior legado da iniciativa, que tem como parceiro fundamental o programa Fonseca de Liderança do GEF”, afirma Rosa Maria Lemos de Sá, secretária-geral do FUNBIO. "O recurso me permitiu sonhar e mudou minha perspectiva como pesquisadora. A partir do apoio do Bolsas FUNBIO, tive meios para explorar várias áreas, técnicas ou não. Pude investigar áreas em que nunca houve coletas, comprar equipamentos, melhorar a qualidade da minha pesquisa e também desenvolver habilidades de gerenciamento, integrar outras pessoas ao meu projeto. Além do recurso financeiro, a bolsa proporciona um crescimento profissional e pessoal, permite ter diferentes experiências, promove reuniões, networking", diz a doutoranda Catherine Rios Santo, da UFMG. As inscrições ficam abertas até 30 de julho de 2026 e devem ser realizadas pelo portal de chamadas do FUNBIO . O edital completo reúne os critérios de participação, os eixos temáticos contemplados e as orientações para submissão das propostas. Serviço: 9ª edição do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. Data: 5 de junho a 30 de julho Link para inscrições: https://chamadas.funbio.org.br/bolsas-funbio-2026 Sobre o FUNBIO O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) é um mecanismo financeiro nacional privado, sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com os setores governamental, empresarial e a sociedade civil para que recursos estratégicos e financeiros sejam destinados a iniciativas efetivas de conservação da biodiversidade. Desde o início das atividades, em 1996 o FUNBIO já apoiou mais de 700 projetos que beneficiaram número superior a 400 instituições em todo o país. Entre as principais atividades realizadas estão a gestão financeira de projetos, o desenho de mecanismos financeiros e estudos de novas fontes de recursos para a conservação, além de compras e contratações de bens e serviços. É a única instituição da sociedade civil no Hemisfério Sul acreditada tanto como agência implementadora do GEF, o Fundo Global para o Meio Ambiente, quanto do GCF, Fundo Global para o Clima. Mais informações em www.funbio.org.br. GEF O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) é o maior fundo multilateral do mundo para o meio ambiente. Seu conjunto de fundos trabalha em conjunto para abordar os desafios mais urgentes do planeta de forma integrada. Seu financiamento ajuda os países em desenvolvimento a enfrentar desafios complexos e a trabalhar para atingir as metas ambientais internacionais. Nas últimas três décadas, o GEF forneceu mais de USD 27 bilhões em financiamento, principalmente na forma de doações, e mobilizou outros USD 155 bilhões para projetos prioritários liderados pelos países. Mais informações em: thegef.org
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